quinta-feira, 9 de abril de 2009

PESQUISA – SOFTWARE LIVRE

VOCÊ SABIA?

  • “Que o software livre (S. L.), como o próprio nome indica, é livre de impostos, aberto a manipulação no seu código fonte”. Diz o técnico da Embasa.
  • “É um equivoco dizer que o S. L., está livre de vírus, na verdade o baixo nº de usuários, ainda não despertou o interesse para esse servidor”, segundo os técnicos autônomos.
  • Todos os entrevistados confirmam que: “o S. L. é um sistema operacional mais seguro”. Alguns acrescentam que “devido suas varias versões, a manipulação sobre os mesmos de acordo com as demandas das empresas/instituições, dificulta a invasão e acesso aos dados do usuário”.
  • Segundo o técnico da Embasa (Irecê), a empresa adotou o S. L. há 4 anos, por conta da segurança, menos probabilidade para vírus e sobretudo economia, ficam isentos dos impostos que pagariam por um software proprietário (S. P.).
  • Na sede da Embasa, investem em grupos de pesquisa sobre S. L., como disse o técnico, eles respiram S. L., o mesmo os chamou de universitários do S. L.. Esses preparam os demais técnicos que recebem a ‘coisa mastigada’ , dão assistência técnica na empresa e repassam informações para os demais funcionários, além disso oferecem uma ‘reciclagem’ anual, favorecendo os novos funcionários que ficam em choque no primeiro contato.
  • Segundo o técnico o uso do S. L. na Embasa foi um incentivo do Governo Federal em programas para esse sistema operacional.
  • Os técnicos falam que a dificuldade maior em usar o S. L., é que não há a aceitação de alguns aplicativos que adapte melhor as demandas da empresa.
  • Segundo um técnico de uma empresa provedora de internet, a assistência mais freqüente no sistema operacional livre estão relacionadas a placa Ralink RT 2561 para conectar internet via rádio.

  • Para dar assistência técnica aos usuários domestico, em especial, o maior desafio para o técnico é a falta de acesso a senha do usuário e do administrador, os quais, geralmente o cliente não lembra.
  • A maioria das empresas em Irecê que adotam o S. L., na verdade mantém um provedor livre, reservam uma maquina com o sistema operacional livre, a qual recebe o servidor linux, visto que esse não tem discagem, conecta direto, é mais seguro e com menor probabilidade para vírus, filtra as informações na rede. As demais maquinas continuam com o sistema operacional proprietário.
  • Segundo alguns técnicos eles parcionam seus PC pessoais, para estudarem, se atualizarem no S. L., porém a demanda no mercado é tão baixa, que quando surgi a necessidade de dar suporte técnico, às vezes agendam para o dia seguinte, pois precisam relembrar informações técnicas, enquanto isso conseguem da suporte técnico até pelo telefone ao S. P.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

GELIT - 1808 - Relato Pessoal

1808 – “Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudarão a história de Portugal e do Brasil.”

Quando vi 1008 na lista dos GELITS, logo me chamou atenção, não o conhecia, mas gosto muito de história. Ao ver o livro, fiquei apreensiva, é muito grosso! Parecia não caber na minha rotina.
Já havia lido outros ‘monstros’, ‘O povo brasileiro’, Viva o povo brasileiro’ e ‘Casa grande e senzala’, o tempo para essas leituras foi administrado por mim mesma, orientação, só para fazer resenhas, foram muitas noites mal dormidas, embora sejam bons livros, não sinto muita saudades o quanto sentirei de 1808. O que fez a diferença?
Certamente, não foi o livro em si, mas o fato, de fazer parte de um Grupo de Estudo Literário. A metodologia aplicada caiu feito luva, fomos designados a fazer a leitura aos poucos, a medida que fomos tomando gosto pelo livro, foi aumentando o número de capítulos a serem lidos, sem sacrifícios, abolindo assim o mito do livro grosso.
1808, não é um livro de fácil compreensão, requer uma série de conhecimento histórico, a orientadora foi nos dando este suporte a cada encontro, simplesmente babava diante das suas aulas de história, embora isso envolvesse mais leituras em revista, mapas e imagens. Embarcamos nessa viagem, uma folha a mais ou a menos, não faria a menor diferença. Importante mesmo era entender.
Sabia que os portugueses nunca foram um poço de boa higiene, mas nunca imaginei que os maus hábitos fossem em tamanha proporção. Tão pouco tinha noção de onde vinha a nossa situação econômica – a dívida externa.
Cem dias entre o céu e o mar, parecia improvável, ver a distância no mapa, conhecer as condições das naus e a tecnologia disponível na época, tornou a informação real. Outra coisa interessante que o autor faz, é converter o valor do dinheiro da época para a moeda atual.
Essa leitura, abriram meus olhos, em relação aos livros didáticos que distorcem algumas informações, até por mudar alguns termos – a partida X a fuga – é um exemplo, retratado no primeiro capítulo do livro, um dos melhores, o ponto de partida para compreensão dos demais, nos coloca em contato com o delicado relacionamento triangular entre Portugal, Inglaterra e França. Somos apresentados, também, a personagens importantes dessa história – D. João VI, Napoleão Bonaparte, D. Maria e outros.
Todo o livro apresenta uma linguagem literária, embora trate de fatos históricos e seja escrito por um jornalista. Os últimos capítulos são emocionantes, o arquivista real, Marrocos, que nos emociona no decorrer do livro com suas cartas, por fim se converte ao Brasil, não resiste à beleza tropical, ou melhor, a beleza de Ana Maria e ganham espaço nos dois últimos capítulos do livro. Embora tenha gostado desses capítulos, esperava que o último capítulo estivesse relacionado de forma mais direta a família real, além disso, Laurentino Gomes é muito repetitivo na sua obra, poderia ter economizado algumas páginas sem comprometer a compreensão da história.
O GELIT com o livro 1808 foi de grande beneficio para minha prática docente, nas aulas de história na EJA 2ª fase (7ª e 8ª séries), ficou mais fácil compreender Primeiro e Segundo Reinado com o auxílio do livro, ao qual fiz várias referências nas aulas, apresentei-o aos educandos e li trechos, usei também mapas e os textos que a orientadora usou conosco nos encontros. Assistimos Carlota Joaquina, a princesa do Brasil, enfim, usei e abusei de todos os recursos que foram apresentados no GELIT.
Falhei em não ter relatado esses acontecimentos nos encontros, acredito que por conta da minha insegurança como professora de História, me dedico mais a Língua Portuguesa, preferi omitir, mas foi uma ótima experiência. Se retornar a trabalhar com História (esse ano foi só para completar carga horária), utilizarei a metodologia de elaborar perguntas, ora os alunos, ora a professora, percebi que ajuda bastante a organizar as idéias elaborar os entendimentos e os desentendimentos, também.
Essa foi uma viagem fascinante, que não poderia deixar de ser relatada, por fim, trouxemos a história para mesa no seminário final, uma experiência diferente, lembro-me de ter feito algo parecido quando estudei o 2º ano do magistério, definitivamente o sangue artístico não está nas minhas veias. Prefiro apresentar do que representar, muito embora, relembrando friamente, a minha personagem, era eu mesma, falava daquele jeitinho nos encontros, com naturalidade, claro!
Minha participação está longe do que se possa dizer, oh que maravilha! Mas, considerando o meu percurso pessoal, dificuldade de memorização e de representação, associado com o tempo e pouco ensaio, sei que dei o que foi possível neste momento, embora ainda não seja o meu melhor.
O mais importante em tudo isso, é que o GELIT, cumpriu o seu propósito principal – despertar o gosto pela leitura.


REFERÊNCIA:

GOMES, Laurentino. 1808 – como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. São Paulo: Planeta do Brasil, 2007.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

OFICINA DA PALAVRA ESCRITA

DISCURSO SOLENE À PALAVRA

Srª, melhor, stª, não, não, exmª, que nada, a intimidade me permite simplesmente – palavra...
Nossa homenagem é para todas, palavrinhas, palavras, palavrões, sem distinção de personalidade – azedas e doces, livres e prisioneiras, alegres e tristes, todas, todas, exceto o preconceito, e se ele aparecer vem logo a negação para dizer NÃO.
A palavra esta sendo homenageada pela constante visita que faz na vida de cada um dos homenageadores do ciclo um – são palavras soltas, palavras empilhadas, palavras em fila, palavras desenhadas, palavras em ritmo diferente da falada no dia-a-dia, essa é a menina poesia.
E para aqueles que tem medo da palavra, Pedro Bandeira manda um recado:
“Lá na rua que eu pensava
tinha uma livraria
bem do lado da farmácia.
Todo mundo ia a farmácia
Comprar frascos de saúde.
E depois ia ao lado,
Pra comprar a liberdade.”
A PALAVRA!

OBRIGADO ÀS PALAVRAS!!!

OFICINA DA PALAVRA ESCRITA

ESCRITA E ESCOLA

Inicialmente repetirei o questionamento de Kramer (2000): “na escola há lugar de escrever para ler e ser lido ou tão somente para ser corrigido?”
Maldita utilidade da língua! Nos últimos anos observamos que as políticas públicas, tem provido programas justamente para enfatizar a utilidade da língua – PROFA, PCNs em ação, Capacitar, dentre outros. O discurso é o mesmo, a escrita tem que ter uma funcionalidade. Na tentativa de torná-la funcional é que se tem criado uma nuvem negra em torno da mesma, tornando a escrita um ato que causa dor, medo, angustia, isolamento e à medida que amadurecemos esses sentimentos se tornam mais fortes. Percebo isso, com os alunos de 5ª a 8ª série do ensino fundamental da escola que leciono, (há quatro anos com essas turmas), nas duas primeiras séries, eles preferem ler suas próprias escritas, já nas duas séries finais, eles não gostam de expor suas escritas, preferindo ler em público os autores renomados. Qual minha parcela de contribuição para este fato?
A nota acaba sendo a real motivação da efetiva participação dos educandos nas atividades. Seria essa a funcionalidade? A pergunta deles é sempre a mesma – vale quanto professora? Ou simplesmente, é pra nota?
Esse é um dilema enraizado no meio escolar, quando o professor escreve, escreve para que, ou para quem? Exigência da coordenação, relatórios, meras burocracias que vão para gaveta. Agora sou obrigada a dar as mãos à palmatória, pois os programas mencionados a pouco, tinham como metodologia à escrita em cadernos de registro individuais e coletivos, não como instrumentos de fiscalização, mas como uma documentação para a reflexão sendo este ponto de vista expresso no guia do formador do PROFA (2001)
“A reflexão por escrito é um dos mais valiosos instrumentos para aprendermos quem somos nós – pessoal e profissionalmente – sobre a nossa prática como educadores, porque favorece a tematização do trabalho realizado e do processo de aprendizagem, o desenvolvimento da competência de escrita, a sistematização dos saberes adquiridos e o uso da escrita como ferramenta para o crescimento profissional.”

Porém quando chega na ‘ponta’ a idéia é equivocada, o professor deixa de escrever para si e passa a escrever para o outro, mera obrigação do oficio.
Escrevo para organizar as idéias, creio que a palavra falada é fugaz, a escrita documenta, memoriza. Possibilita a reescrita seja da minha, da tua, da nossa história. Reporto as palavras de Clarice Lispector (in: Guia do PROFA, 2000):“Escrevo porque à medida que escrevo vou me entendendo e entendo o quero dizer, entendo o que posso fazer. Escrevo porque sinto necessidade de aprofundar as coisas, de vê-las como realmente são...”
Escrever nem sempre é prazeroso, às vezes, como diz o poeta é semelhante a carregar água em peneira ou como diria Warschauer( ) “escrever é um exercício de vida e morte”, já faz parte de mim, escrevo para meu bel prazer.
Entretanto sinto-me de orelhas puxadas com as palavras de Kramer (2000)
“Defendo a idéia de que para subverter os caminhos que prendem e moldam as palavras, através das formas de ensino praticadas na escola, a escrita precisa ser vista e trabalhada na escola como uma produção que não é útil, que não escreve para nada, pois – não servindo – nunca correrá o risco de ser servil.”

A pergunta que não se cala é: como realizar um trabalho com os alunos que os encoraje a produção escrita e a leitura da mesma? Essas breves linhas escritas cutucaram-me à investigação do assunto em questão.

GEAC

FORMAÇÃO E MEMORIAL


A memória é como uma peça de museu, quanto mais velha (madura), mais valorizada ela é. A valorização das memórias humaniza cada individuo, que deixa de ser apenas um individuo, passa a ser um todo... Isso é fascinante!
Tenho uma velha opinião formada sobre “tudo”, mas me disponho a ser uma metamorfose ambulante...Embora neste momento, minha opinião continua sendo a mesma da primeira versão deste texto.
O debate trouxe questões que dão panos para mangas, sobretudo em relação ao ato de escrever, o medo é o bicho-papão dos cursistas, medo esse que tem levado vários estudiosos a escrever sobre o tema, por exemplo, Freire (1996), diz: “mas escrever, registrar, refletir não é fácil... dá muito medo, provoca dores e até pesadelos. A escrita compromete. Obriga o distanciamento do produtor com o seu produto. Rompe a anestesia do cotidiano alienante.”
Cecília Warschauver (in: Freire, 1996), fala do medo de forma poética, porém intensa:


Por que exigir tão pouco de mim?
Por que um diário tão fraco?
Por que dormi tanto por noite?
Por que esta sempre pondo a culpa na falta de tempo?
Será que não é uma saída mais fácil?
É novamente o MEDO!
Medo de criar
Medo da responsabilidade
Medo de sofrer
Medo de brigar
Medo de levantar a voz para as crianças
Medo de tocá-las
Medo de ser EU mesma do jeito que sou.

O que afinal produziu esse monstruoso medo?
No nosso histórico como alunos, a nota acabava sendo a real motivação da efetiva participação nas atividades de leitura e escrita. Seria essa a funcionalidade?
Esse dilema ficou enraizado no meio escolar, quando o professor escreve, escreve para que, ou para quem? Exigência da coordenação, relatórios, meras burocracias que vão para gaveta. Os programas elaborados pelo MEC tinham como metodologia à escrita em cadernos de registro individuais e coletivos, não como instrumentos de fiscalização, mas como uma documentação para a reflexão sendo este ponto de vista expresso no guia do formador do PROFA (Programa de Formação de Professores Alfabetizadores, 2001)

“A reflexão por escrito é um dos mais valiosos instrumentos para aprendermos quem somos nós – pessoal e profissionalmente – sobre a nossa prática como educadores, porque favorece a tematização do trabalho realizado e do processo de aprendizagem, o desenvolvimento da competência de escrita, a sistematização dos saberes adquiridos e o uso da escrita como ferramenta para o crescimento profissional.”

Porém quando chega na ‘ponta’ a idéia é equivocada, o professor deixa de escrever para si e passa a escrever para o outro, mera obrigação do oficio. Como foi dito no debate esses cursos não causaram impacto, como a formação superior está causando, desconfiada, perguntei ao grupo: se o curso fosse interrompido agora, quem continuaria escrevendo o diário? – ninguém – portanto o que causa impacto ainda é a avaliação. Mais assustador ainda são os relatos acerca dos colegas egressos, a escrita não incorporou no cotidiano de alguns, embora tenham obtido o diploma, levando-nos a questionar: será que é apenas um sonho acreditar que fará a diferença no nosso caso? O futuro nos pertence... Mas a maior dificuldade no momento vai além da tematização da prática, precisamos relacionar a parte com o todo, todos estão no seu mundinho querendo se achar no cenário mundial. Além disso, há alguns, ainda se referindo a narração como descrição, não reconhecem, essa, como uma das características da narração.
Escrevo para organizar as idéias, creio que a palavra falada é fugaz, a escrita documenta, memoriza. Possibilita a reescrita seja da minha, da tua, da nossa história. Reporto as palavras de Clarice Lispector (in: Guia do PROFA, 2000): “Escrevo porque à medida que escrevo vou me entendendo e entendo o quero dizer, entendo o que posso fazer. Escrevo porque sinto necessidade de aprofundar as coisas, de vê-las como realmente são...”
Escrever nem sempre é prazeroso, às vezes, como diz o poeta é semelhante a carregar água em peneira ou como diria Warschauer (in: Freire, 1996) “escrever é um exercício de vida e morte”, já faz parte de mim, escrevo para meu bel prazer.

REFERÊNCIAS:

FREIRE, Madalena. Observação, registro, reflexão instrumentos metodológicos. 2ª ed. São Paulo: Artcolor, 1996.
SOLIGO, Rosaura; SOLIGO, Angélica (org.). Programa de Professores Alfabetizadores: guia de orientações metodológicas gerais.Brasília: Ministério da Educação, Secretaria da Educação Fundamental, 2001.


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Legislação

SÍNTESE:
LEI SIM, RÍGIDA NÃO, OU A MÃO DO SENADOR



Porque, quase sempre, não se cumpre a lei no Brasil?
Pedro Demo (1998) aponta duas razões razoavelmente distintas: o conceito de letra lei (sem brecha) e de espírito da lei (recusa-se a ser aprisionada). Portanto o mesmo segue dizendo:

“... uma lei de educação precisa, primeiro, ser curta, para não dizer besteira, e, segundo, insistir em propostas flexíveis, para não atrapalhar a vontade de aprender. A LDB tem algo disso, embora tenha predominado o peso histórico dos interesses em jogo”. (p.15)

Pode se concluir que a LDB vale pouco, não porque seja ruim, mas porque falta compromisso educativo, na verdade, é um problema de cidadania. Observe a análise de alguns artigos que se segue e veja os ranços e avanços na LDB que perpassam pela flexibilidade no que diz respeito ao direito à educação e o dever de educar, organização da educação nacional, gestão e avaliação/progressão.
Art. 34
Ranços – a ampliação do período de permanência fica a critério da boa vontade dos sistemas de ensino. Ficando apenas na exigência do esforço, permanecendo apenas no âmbito de um compromisso moral.
Art. 4 ss
Ranços – a lei desconsidera certos fatos, omitindo uma realidade social em que a desigualdade está profundamente arraigada, dessa forma a falsa idéia de chances iguais para todos submete a classe subalterna a assumir a sua culpa por falta de êxito.
Art. 4, II
Avanços – embora haja um atraso na cobertura, sobretudo qualitativa do primeiro grau, mas já assinala que uma sociedade mais desenvolvida cuida de oferecer para todos o segundo grau.
Art. 4 § 5
Ranços – a lei quer ver o acesso de todos irrestritamente, o que é algo exagerado, pois não leva em conta a escolarização anterior, o maior prejudicado será o aluno. A estase é na permanência na escola e não na aprendizagem efetiva.
Art. 15
Avanços – autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira, sem a mesma, a educação poderia terminar em adestramento.
Ranços – os recursos financeiros são poucos, mas se a escola não consegue administra-los é porque é incompetente, ou seja, uma falsa autonomia.
Art. 8, caput
Ranços – o sistema de colaboração entre União e estado é mal interpretado, acaba caindo no dito popular, “o que é de todos não é de ninguém”.
Art. 9, III
Avanços – estabelecer a necessidade de um plano nacional de educação para que o país tenha uma estratégia comum e os esforço e recursos possam atuar em direção convergente e cumulativa.
Ranços – poderia significar um trunfo centralizador, que conferisse à união um comando verticalizado.
Quem elabora esse plano?
Art. 9, IV
Avanços – serão comuns apenas, seus conteúdos mínimos, tem sentido metodológico propedêutico (ex. saber pensar), dentro do possível dentro do possível devem existir graus de variação que respeitem os sistemas específicos.
Ranços – deveria seguir a hierarquia LDB, PCN, plano decenal, currículo, proposta pedagógica (projetos escolares), mas atropela essa ordem por conta dos prazos e as vezes por falta de profissionais preparados para atuar, ( mais uma vez, quem os elabora e em que situação são elaborados?).
Art. 9, V, VI, e VIII
Ranços – centralização, levando nos a crer que se houvesse uma “guerra”, não haveria universitários para serem perseguidos.
Art. 12 (complementa o art. 15) e 14
Avanços – consagra dois princípios educacionais cruciais – gestão democrática e o espaço próprio de cada sistema conforme suas peculiaridade.
Ranços – a quantidade dos recursos financeiros são inferiores ao número de alunos do ano corrente, baseia-se em dados do ano anterior.
Art. 23
Avanços – coloca todos os meios a serviço do fim maior – o processo de aprendizagem – o que está sempre presente é o sistema de ensino.
Ranços – necessidade de uma lei complementar para que o sistema de ensino prepare o professor para tal escolha – o PCN existe, mas não garante a aplicabilidade.
Art. 24 §1
Avanços – a avaliação/promoção visa à qualidade do aluno, valorizando seus saberes anteriores em consonância com a aprendizagem. Neste sentido a lei garante a autonomia de cada escola.
Art. 25
Avanços – considera aqui direto do aluno e condições do professor, de modo que a relação professor-aluno não baseia no corporativismo.
Ranços – o parágrafo único, a flexibilização deixa brecha para má interpretação, abuso do direito, podendo manter, por exemplo, turma com um pequeno número de alunos para manter a carga horária de alguns docentes em particular (interesses pessoais).
Art. 26
Avanços – valoriza as marcas locais, acentuando também no caso das escolas rurais.
Ranços – o conceito de clientela, conde o direito de consumo com cidadania.
Art. 32 § 2
Avanços – flexibilidade levando em conta o sistema de ensino.
Ranços – confundir flexibilidade com o abuso de poder interpretar. Pode também ser mal aproveitada para cultivar corporativismos locais e classistas, guiando a flexibilidade para proveito próprio.
Art. 81
Em resumo da brecha para desconsiderar toda a lei.
Ao mesmo tempo em que uma Lei flexível parece bem coerente, deixa também lacunas com as seguintes brechas, conforme esposto por Demo (1998):

“(...) abuso ao direito de interpretar (...);
pode também ser mal aproveitadapara cultivar corporativismos locais e classistas, guinando a flexibilidade para proveito próprio (...);
pode principalmente ser mal interpretada pelas autoridades locais (...);
pode-se chegar ao exagero de considerar particularidade local o que é parte da metologia comum (...);
por fim a flexibilidade pode ser confundida com um certo “vale tudo”, seja no sentido de não precisar prestar contas a ninguém, ou de denegrir os níveis superiores, ou – o que seria muito preocupante – de vender como criatividade local ofertas pobres para pobres (...).”

Dentre os artigos analisados, um dos aspectos abordados por Demo (1998), que observo a concretização na minha prática pedagógica é referente à avaliação/progressão.
Em 1998, quando iniciei a carreira no magistério e a LDB ainda era bebezinho, a Rede Municipal de Irecê, adotou a promoção dos alunos matriculados nas turmas de aceleração (Acelera Brasil) como critério de avaliação, de acordo com o artigo 24 §1, considerava-se as aprendizagens dos alunos que era acompanhada durante todo o ano letivo por uma série de instrumentos analizados no final do ano por uma equipe, sendo o parecer final do professor regente da turma. Era um dia de angustia por conta do tamanho da responsabilidade envolvida.
Neste ano, situação semelhante é vivenciada nas turmas de EJA (séries finais do ensino fundamental), alunos com aptidões necessárias para dar continuidade em uma determinada série, são promovidos.
Portanto é razoável perceber que temos uma lei sim, rigida não, seria a mão do senador?

REFERÊNCIA:

DEMO, Pedro. A nova LDB: Ranços e avanços. 6º ed. Campinas: Papirus, 1998.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ética e Educação

SUGESTÕES PARA O TERMO DE COMPROMISSO DO CURSO

CONVITE:
A oficina Ética e Legislação tem por finalidade a elaboração do termo de compromisso do curso, nas esferas - UFBA, prefeitura e escola - portanto a (co)elaboração de todos é importante nessa discussão ética-política, que influenciará no percurso da nossa formação e atuação na Rede Municipal de Irecê.
Dê sua sugestão, este é um exercício pleno da sua cidadania...
Comente impreterivelmente até o dia 22/11, a oficina será nos dias 24 e 25/11.
Antecipadamente, obrigado!